sábado, 21 de agosto de 2010

Continuação .-.


- Mã... – ela me viu. – Fernandaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa! – ela gritou e foi até a Fê.
Eu já vi essa mancada de “mã....” em algum lugar...
- Mana! – disse Fernanda tentando abraçá-la sem sucesso por causa dos fios. – Quando tirarem esses troços de mim, e eu voltar para casa, eu vou fazer aquele chocolate que eu prometi! – ela deu-lhe um beijo em sua testa.
- Quem é ela? – a menina apontou timidamente para mim.
- Eu sou a Nessie, amiga da Fê.
- É? Fê é a primeira amiga sua que eu conheço! – ela deu um beijo na bochecha da Fê. – Meu nome é Elizabeth, mas me chame de Lizy pelo amor do Buda! – ri com o jeito que Elizabeth falava, era igual ao da Fê.
- Elizabeth, é um bonito nome Lizy. O meu é mais comprido.
- Nessie é mais comprido do que Elizabeth? – perguntou Lizy fazendo cara de espanto. Agora eu sei por que a Fê faz tanta palhaçada.
- Huas! Na verdade meu nome é Renesmee.
- Renesmee? Que nome lindo!

~~~~~~ 5 dias depois ~~~~~~

- Ai! Ai! Ai quando dói! AI! – disse Fernanda andando e fazendo caretas.
- O meu pai disse pra você ficar em casa.
- Tá, mas isso é injustiça! O Real só rasgou um pouco minhas pernas. E eu to ótima! – ela deu mais um passou. – Ai!
- Esse ai não comprova sua declaração! – gargalhei. E ela fez uma cara estranha: >.<
Lucas veio andando e pulou no nosso lado. (n/f: tipo quando eu pulo no lado das minhas amigas [:D])
- Amor! – ele a beijou. – Nessie! – bagunçou meus cabelos. ¬¬’
- Amor! – ela deu um passo. – Ain!
- Huashuashuashuashuashuashushus- eu ria.
- Eu ainda mato o surfista!
- Mata não! - >.< - Eu tenho quase certeza que você agiria assim também.
- Am... Bom... – ele pensou e abaixou a cabeça.
- Viu! Não precisa ficar assim. – ela andou até ele fazendo caretas até que ele deu um passo grande e ficou em sua frente. – Valeu. – ela deu-lhe um beijo apaixonado.
- Ain! Eu não vou ficar aqui segurando vela. Vou é procurar meu lindo!
- Huas! – riu Fê abraçada no Lucas.
- Beijos!
Sai andando até ver o Jake sentado em uma cadeira do refeitório, mas não era a normal que agente sentava e sim uma diferente e afastada de onde nós sentávamos – leia-se do outro lado do refeitório -.
“Será que consigo ler a mente de Jake?” perguntei-me. “Vamos tentar.”
Comecei a olhar para o Jake sem piscar, ainda bem que ninguém estava olhando para mim.
“- Pare. Não precisa dizer mais nada. Eu entendo. – disse.
Fiquei em silêncio por um momento, fitando o chão. E de repente ergui a cabeça.
- Bom, você não é a única capaz de sacrifício pessoal. – disse com uma voz mais forte. – Quando um não quer, dois não brigam.
- Como é? – perguntou Bella.
- Andei me comportando muito mal. Eu tornei isso muito mais difícil para você do que pensava. Podia ter desistido com elegância no início. Mas também a magoei.
- A culpa foi minha.
- Não vou deixar que assuma toda a culpa nisso, Bella. Nem toda a glória. Sei como me redimir.
- Do que você está falando? – Bella perguntou, e parecia assustada.
Olhei o sol e sorriu para ela.
- Há uma luta muito séria estourando por lá. Não acho que será difícil sair de cena.
- Ah, não, Jake! Não, não, não, não, não. – ela disse sufocada. – Não, Jake, por favor, não. – os seus joelhos começaram a ceder.
- Qual é a diferença, Bella? Isso só tornará tudo mais conveniente para todos. Você não precisa fazer nada.
- Não! – a voz dela ficou mais alta. - Não Jacob! Não vou deixar que faça isso!
- Como pode me impedir? – zombei de leve, sorrindo para que a minha voz ficasse menos incisiva.
- Jacob, estou implorando. Fique comigo.
- Por quinze minutos enquanto perco uma boa briga? Para você poder fugir de mim assim que achar que estou seguro de novo? Deve estar brincando.
- Não vou fugir. Eu mudei de ideia. Vamos encontrar um jeito, Jacob. Sempre há uma forma de conciliação. Não vá!
- Está mentindo.
- Não estou. Você sabe como eu minto mal. Olhe em meus olhos. Eu vou ficar, se você fizer o mesmo.
Meu rosto endureceu.
- E eu posso ser seu padrinho de casamento?
Ela precisou de um tempo para falar, e a única coisa que saiu foi “Por favor”.
- Foi o que eu pensei. – disse me acalmando de novo, mas acho que meus olhos não transmitiram o mesmo.
- Eu te amo, Bella. – murmurei.
- Eu te amo, Jacob. – sussurrou-a, com cortes na voz.
Sorri.
- Sei disso melhor do que você.
Me virei para me afastar.
- Qualquer coisa. – gritou em uma voz estrangulada. O que você quiser, Jacob. Mas não faça isso!
Parei, me virando de vagar.
- Você não falou com sinceridade. – respondi.
- Fique. – implorou.
Sacudi a cabeça.
- Não, eu vou. – parei, tomei uma decisão. – Mas posso deixar por conta do destino.
- O que quer dizer? – disse sufocada.
- Não preciso fazer nada deliberadamente... Posso só fazer o melhor por meu grupo, e o que tiver será. – dei de ombros. – Se você conseguisse me convencer de que quer mesmo que eu volte... Mais do que quer fazer o que achar certo.
- Como?
- Pode me pedir. – sugeri.
- Volte. – sussurrou-a.
Sacudi a cabeça, sorrindo de novo.
- Não era disso que eu estava falando.
- Pode me beijar, Jacob?
Meus olhos se arregalaram com a surpresa, depois se estrearam. Não sabia se ela estava falando sério.
- Está blefando.
- Beije-me, Jacob. Beije-me e depois volte.
Hesitei na sombra, lutando comigo mesmo. Meio que me virei para o oeste, o meu torço se afastando dela enquanto os meus pés continuavam plantados no chão. Ainda olhando-a a distância, dei um passo inseguro em sua direção, depois outro. Girei o rosto para olhá-la, meus olhos em dúvida.
Ela me fitou. Com uma expressão estranha, não sabia descrevê-la.
Balancei-me nos calcanhares, depois me lancei para frente, diminuindo a distância entre nós em três longas passadas.
Eu tiraria proveito daquela situação, e Bella parecia estar a par desta informação. Ela ficou completamente imóvel - os olhos fechados, os dedos enrolados nos punhos ao lado do corpo – enquanto minhas mãos pegavam seu rosto e meus lábios entravam os delas com uma ansiedade que não distava muito de violência.
Senti raiva quanto a minha boca descobria a resistência passiva de Bella. Uma das minhas mãos passaram em sua nuca, girando em punho em torno das raízes de seu cabelo. A outra  agarrou rudemente o seu ombro, sacudindo-a, depois arrastando-a ao meu encontro. Minha mão continuava em seu braço, encontrando seu pulso puxando o seu braço para cima, colocando-o em meu pescoço. Ela deixou a mão em punho ainda ali.
Assim que tive certeza que ela não me largaria, soltei seu pulso, indo a caminho de sua cintura. Minha mão encontrou sua pele, e a puxou contra mim.”
Parei de ler sua mente com lágrimas brotando em meus olhos. Voltei a ler porque queria saber se já tinha parado de pensar em minha MÃE.
Agora seus lábios se moviam conforme os meus. Ela parecia estar gostando.
Os dedos dela se agarraram mais em meu cabelo e me puxou para mais perto.”
Aquilo era demais para mim. Fui andando e o sinal tocou.
Fui até a sala de meu pai e minha mãe - que graças a Deus – nesse tempo era a mesma.
 Bati na porta e ter abri.
- Com licença, professora Walquiria, mas o diretor quer falar com o Edward Cullen e a Bella Swan.
- Então porque ele não veio pessoalmente?
- Porque eu estava passando e indo a minha sala que é no caminho a do meu irmão e da Srta. Swan.
- O.K., Senhor Cullen e Senhorita Swan podem ir, mas voltem.
- Com certeza senhora. Não perderia por nada o conhecimento histórico de nosso país. – respondeu-lhe papai.
Andamos até um lugar onde ninguém nos veria.
- Porque nos chamou filha?
- Por isso mamãe. – coloquei a mão em seu rosto e mostrei o que Jake estava pensando na hora que li sua mente.
Meu pai tremeu ali do meu lado. Minha mãe estava pasma.
- Viu! - comecei a chorar. – Ele não esqueceu minha mãe.
Deitei no colo de meu pai e chorei mais.

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