No caminho para La Push pensei em Elizabeth. Minha linda Elizabeth. O seu sorriso me deixa tão feliz. Mesmo sendo fruto de algo não feliz, ela é tão linda!
Sem perceber cheguei até a oficina de Jake, talvez ele tivesse lá.
Entrei e dei de cara com o Collin.
- Oi Fê! E ai?
- Tudo bem Collin! O chefe tá ai? Huas.
- Não. Ta na casa dele dormindo.
- Huashuashauhsauh. Vou lá acorda-lo. Beijos!
- Tchau!
Andei até a casa de Jake e entrei.
- Jakeeeeeeee!
Ouvi um gemido vindo do quarto de Jake. Entrei lá e vi o Jake deitado de barriga para cima na cama minúscula dele - o pé dele tava para fora – e ainda com uma... hãn... vamos dizer excitação aparente. E nossa! Ele é grande!
-Huahsuahsauhsuashuhsaus! Jake! Ahushauhsauhsu!
- Mais alguns minutos... – ele disse e colocou o travesseiro em sua cara.
Fui até o seu rosto, tirei o travesseiro de sua cara e comecei a esfregar o seu cabelo.
- Não! Acorda menino! Eu preciso de seus serviços! Se bem que eu podia perguntar isso pro Collin – pensei -, mas prefiro o meu melhor amigo pra fazer isso.
- Mais minutos! – ele falou grogue.
Comecei a distribuir beijos em seu rosto. Quem nos visse agora pensaria que somos namorados, mas só somos amigos bem amiguentos. (n/F: [:p])
Jake finalmente abriu os olhos, e me olhou espantado.
- Não posso mais dar beijos no meu melhor amigo? – perguntei fingindo tristeza. Já disse que sou uma ótima atriz?
- Claro! Mas isso me deu um susto.
- E é jake... Eu acho melhor eu sair do quarto por causa... De... Hãn... – comecei a corar.
- De o que? – perguntou ele confuso.
Apontei para seu “Jake jr.” e sai do quarto.
Fui para a sala e fiquei sentada olhando para meus pés. Acho que Jake é o único que me conhece bem. Não tão bem. Aquele dia que eu e ele estávamos no carro dele deitados no banco de trás, eu contei ALGUNS segredos para ele, menos o da Elizabeth.
Minha Elizabeth apareceu pela segunda vez ao dia na minha cabeça. Comecei a pensar quando descobri que estava grávida. Eu não quis abortar. Era minha filha! Eu não podia fazer isso, mesmo ela sendo a cara do “Matt”.
Outra lágrima solitária escorreu pelo meu rosto e nessa hora senti dois barcos quentes me envolvendo e me apertando contra si.
- Calma Fê! Tudo vai dar certo! Me conta o que ouve.
- Er... Eu não posso... Mas eu vim aqui para te perguntar uma coisa...
- Pergunte. – disse ele radiante.
- Você sabe onde está o Rafael e o Lucas?
- O Rafael tá lutando com o Lucas... Nossa que infame.
- É! Huas! Me leva lá? Eu preciso falar com os dois.
- O.K., você sabe montar em um cavalo?
- Sei, por quê?
- Porque você vai montada em mim.
- A-ai Ja-ake.... fa-az isso não... – gaguejei.
- Ai vai! Vai ser legal! Não é você a durona do grupo?
- Eu cedo meu lugar para a Júlia! – sorri amarelo.
- A... Vai! Por favor! – a carinha do Jake era a carinha que um gato fez em um filme ai...
- Ta bom! - cedi.
- E! Vem!
Andamos até uma parte da floresta, e Jake foi atrás de uma arvore se transformar. Assim feito, ele veio em minha direção e eu vi um lobo lindo!
- Jake você é lindo! Em lobo... Mas eu prefiro o Lucas que é preto...
Ele ladrou uma risada e eu bati em sua cabeça.
- Respeito é bom e eu gosto. – ele apontou com sua cabeça o seu corpo – Tá vou subir.
Subi com uma leveza em seu corpo.
- Vai me leva lá! – ele começou a andar e eu segurei em seu pescoço.
- Já andei em cavalo mais rápido do que isso... E olha! Um caracol nos ultrapassou.
Ele rugiu e começou a correr.
- Isso é bom! – colei o meu rosto em seu pescoço para ele poder ir mais rápido.
Quando chegamos lá havia um lobo preto e um de uma cor que eu não sei e nem queria prestar atenção lá.
Jake parou e eu pulei dele. Os meninos/lobos me olharam assustada não sei por quê.
- Meninos e Jake, - os meninos riram e Jake rugiu – vocês poderiam mudar?
Os três foram para trás de uma árvore e voltaram para seus corpos. Assim que acabaram vieram na minha direção.
- Bom... Eu vou precisar de duas coisas de vocês. Primeiro eu preciso falar com o Lucas a sós e segunda, eu preciso falar com o Rafael a sós. – os dois me olharam com uma cara de “Que? Queijo!” e eu expliquei. – Bom... Lucas com você eu preciso falar sobre... hãn... Agente. E com o Rafael... Eu preciso dar uma notícia sobre a Ju.
- Ela ta bem? – o Rafael falou desesperado.
- Claro Real.
- Real?
- É! Tipo... Rafael, menos um A e o F é igual à Rael, então é só trocar o A e o E de lugar. – dei de ombros.
- Você ficou quanto tempo fazendo isso com meu nome? – perguntou ele.
- Eu tenho facilidade de inventar apelidos e bem... Eu preciso de códigos para conversar com minhas amigas – leia-se Júlia - por bilhetes, porque se o professor pegar e ler não vai saber de quem falo.
- Hãn...
- Eu vou falar com o Lucas primeiro O.K.?
- Tá. – responderam os três juntos.
O Lucas – lindo como sempre – veio em minha direção e nós sentamos no chão.
- Lucas... Eu queria te pedir desculpas por não acreditar em você quando disse que não tinha feito nada com a Nessie, e eu queria te pedir, óbvio se quiser, se você poderia voltar comigo?
- Ou seja... você esta pedindo perdão e quer que eu volte com você, entendi certo?
- Aham. – assenti.
- CLARO FERNANDA! – ele me levantou do chão e me beijou com ternura, um beijo de saudade.
Ele pediu passagem para sua língua e eu deixei. Nossas línguas estavam lutando, e estávamos explorando cada pedaço da boca um do outro. Paramos quando ficamos ofegantes.
- Fernanda Bullock, você é minha. Só minha! – ele me abraçou.
- Lucas Uley, você é meu. Só meu! E da sua mãe claro... – ele riu e me apertou contra seu abdômen sarado, que estava descoberto... e eu estava com minha mão ali...
- Lucas agora eu preciso falar com o Rafael O.K.?
- Tá. Pede para ele te levar na minha casa depois tá?
- Tá! – demos um selinho e ele se foi.
O Rafael entrou na campina e eu pedi para ele sentar.
- Rafael, este assunto que eu vou falar é muito sério O.K.?
- O.K., mas me diz logo.
- A Júlia ta grávida! – disse.
Ele começou a tremer e eu corri para longe, mas algo acertou minhas pernas e eu desmaiei.
Acordei com barulhos de maquinas de hospitais e com tubos intravenosos em mim.
- Não! Tubos intravenosos não! – disse – Ai tira!
- Huas! Medo de lobisomem você não tem né, mas de um tubo que não faz nada você tem medo? – ouvi a voz de Nessie.
- Oi Nessie! – falei feliz em ouvir sua voz. – O que aconteceu comigo?
Nessie entendeu que eu quis dizer à mentira que eu ia ter que contar.
- Você estava passeando na floresta de La Push, quando um bicho atacou sua perna e você desmaiou, mas um amigo estava com você.
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